Nove propostas podem resultar em alta renúncia fiscal, incluindo aumento do limite do MEI.

A equipe econômica do governo federal está em estado de alerta devido a nove projetos de lei em discussão no Congresso, que podem gerar um impacto fiscal significativo de R$ 111 bilhões anualmente. Entre as propostas, destaca-se o Projeto de Lei Complementar 108/2021, que aumenta o teto de faturamento permitido para microempreendedores individuais (MEIs), resultando em uma renúncia fiscal estimada em R$ 50 bilhões por ano.
A proposta já passou pelo Senado e agora aguarda análise na Câmara dos Deputados, onde está sendo relatada pelo deputado Jorge Goetten, do Republicanos-SC. O texto prevê a elevação do faturamento permitido para R$ 130 mil anuais e a contratação de até dois empregados, ao invés de um, que é o limite atual estabelecido pela legislação. Atualmente, os MEIs devem se manter dentro de um limite de faturamento de R$ 81 mil por ano, o qual não foi atualizado desde 2018.
✨ Mais de 570 mil microempreendedores foram desenquadrados como MEIs apenas no início de 2025.
Além do PLP 108/2021, outros oito textos estão em tramitação, também com potenciais impactos significativos nas contas públicas. Entre essas propostas, incluem-se: o PL 5.122/2023, que propõe a renegociação de dívidas, com custo estimado em R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos; a PEC 231/2019, que aumenta o Fundo de Participação dos Municípios, reduzindo as receitas da União em R$ 10 bilhões anualmente; e a PEC 5/2023, que amplia a imunidade tributária de templos religiosos, podendo custar até R$ 10 bilhões por ano.
As estimativas do governo incluem tanto renúncias de receita quanto despesas obrigatórias, considerando a equalização de taxas de juros e os impactos previdenciários que podem afetar diretamente as contas públicas. A equipe econômica alerta que esses números são uma média anual, podendo os impactos efetivos serem superiores devido à ausência de atualização monetária.
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