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economia
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Expectativas de inflação e Selic caem, aponta Boletim FOCUS

Redução nas previsões traz otimismo moderado diante de contexto desafiador

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 16:15
Expectativas de inflação e Selic caem, aponta Boletim FOCUS

O Boletim FOCUS, publicado hoje pelo Banco Central, indica uma nova melhora nas previsões do mercado para a inflação e a taxa Selic em 2026, refletindo uma ligeira expectativa de redução nos índices econômicos.

As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial do Brasil, baixaram de 5,12% para 5,03%. Quanto à taxa Selic, a expectativa é que caia para 13,75%, enquanto a previsão para o valor do dólar permanece em R$ 5,20 e a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) se mantém em 1,99%.

Expectativas para o COPOM

A economista chefe do PICP, Ariane Beneditos, destacou a importância da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), agendada para quarta-feira. Ela acredita que os últimos dados de inflação apontam para um andamento positivo, embora a situação permaneça delicada, em parte devido à alta dos preços do petróleo.

Projeções indicam possibilidade de um corte de 0,25% na Selic, atingindo 14,25%.

Análise do mercado de trabalho

Os dados do mercado de trabalho mostram que a economia permanece robusta, com a taxa de desemprego registrada em 5,4%. A criação de 145.000 novos empregos superou as previsões, que eram de 100.000. Contudo, o emprego no setor privado apresenta sinais de estagnação, enquanto a renda média se mantém estável.

Influência do payroll dos EUA

Com a divulgação do payroll, principal indicador de emprego dos EUA, prevista para sexta-feira, Ariane observa que isso pode impactar o mercado brasileiro de formas distintas: um payroll forte pode sinalizar uma economia aquecida nos Estados Unidos, reduzindo a possibilidade de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), além de influenciar o apetite ao risco entre os investidores.

Ela conclui que, embora o payroll tenha efeitos de curto prazo, o que realmente moverá a curva de juros no Brasil será a abordagem da política monetária local e a forma como o Banco Central gerenciará as questões fiscais.

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