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economia
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Tensões geopolíticas elevam pressão sobre mercados de energia e grãos

Impacto de conflitos no Oriente Médio e novas tarifas comerciais

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 02:30
Tensões geopolíticas elevam pressão sobre mercados de energia e grãos

As tensões geopolíticas em escalada estão colocando pressão significativa sobre os mercados de energia e produtos agrícolas, com repercussões diretas nos preços e nas exportações. Essa análise é do Rabobank, que avalia os impactos de conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, além das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Os confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, que já duram duas semanas, estão especialmente preocupantes, especialmente em relação ao controle da navegação no Estreito de Ormuz. O Irã declarou que pode regular o trânsito por esta passagem, obstaculizando a possibilidade de um acordo entre os dois países.

O preço do petróleo ultrapassou US$ 90 por barril, atingindo US$ 90,80 por barril no contrato ativo do Brent na ICE.

Enquanto mediadores buscam um cessar-fogo temporário, o fechamento efetivo do tráfego pelo estreito já exerce influência no mercado, com os houthis, aliados do Irã, anunciando um bloqueio marítimo à Arábia Saudita. Eles também ameaçaram fechar o Estreito de Bab al-Mandab.

No Mar Negro, a situação permanece crítica devido à continuidade dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, gerando incerteza sobre as exportações de grãos. Informações indicam que várias empresas de navegação interromperam suas operações na área, agravadas pelo ataque a um navio com milho quepartiu de Odesa e a um petroleiro de GLP no porto romeno de Sulina.

Além disso, as vendas ucranianas ainda enfrentam dificuldades devido ao nível baixo do Danúbio, enquanto o aumento no custo do diesel está elevando os gastos com colheita na Rússia. No âmbito comercial, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre produtos como açúcar e etanol do Brasil, e de 50% sobre lácteos do Canadá, deixando outros produtos agrícolas canadenses sem tarifa.

O Brasil está se preparando para tomar medidas em resposta, aumentando a possibilidade de uma nova escalada nas tensões comerciais.

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