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economia
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Exportações de carne bovina do Brasil caem devido a tensões no Oriente Médio

Mercado impactado por aumento de custos e desvio de rotas

João Pereira13 de abril de 2026 às 18:25
Exportações de carne bovina do Brasil caem devido a tensões no Oriente Médio

As exportações brasileiras de carne bovina sofreram uma queda significativa de 20,5% em março devido à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, afetando diretamente o fluxo das vendas para a região.

Os embarques se reduziram para 18,2 mil toneladas, totalizando um valor de US$ 115,6 milhões, comparado a 22,9 mil toneladas e US$ 137,5 milhões em fevereiro, de acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

Os Emirados Árabes Unidos apresentaram a maior queda, com uma redução de 49,5% nas exportações.

Os dados mostram que a diminuição dos embarques foi generalizada entre os principais mercados. O restante da lista inclui diminuições significativas em países como Jordânia (-44,8%), Catar (-55,3%), Iraque (-42,5%), Turquia (-26,2%) e Arábia Saudita (-7,6%).

Conforme mencionado pela Abiec, o aumento nos custos de transporte e as mudanças nas rotas devido ao conflito estão complicando as exportações, já que a região do Oriente Médio representa cerca de 15% das vendas brasileiras.

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O frete de contêiner refrigerado disparou de cerca de US$ 3.000 para mais de US$ 7.000, mais que dobrando o custo - Roberto Perosa, presidente da Abiec.

Empresas têm se adaptado desviando rotas para evitar áreas de conflito, o que eleva o tempo de transporte e diminui a previsibilidade das entregas, refletindo na dificuldade de acessar o mercado.

Contexto Geral

Apesar da queda nas exportações para o Oriente Médio, o Brasil exportou um total de 270,8 mil toneladas de carne bovina em março, gerando uma receita de US$ 1,48 bilhão, com aumento de 9,1% no volume e 26% no faturamento em comparação ao ano anterior.

No total, nos três primeiros meses de 2026, os embarques atingiram 801,9 mil toneladas, resultando em US$ 4,33 bilhões, com crescimento de 18,4% em volume e 34,3% em valor em relação ao mesmo período de 2025.

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