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economia
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Frigoríficos brasileiros enfrentam crise após queda nas exportações para a China

Redução no abate de bovinos no Pará afeta emprego e faturamento

Gabriel Azevedo25 de maio de 2026 às 06:35
Frigoríficos brasileiros enfrentam crise após queda nas exportações para a China

Frigoríficos brasileiros com maior dependência do mercado chinês estão se adaptando ao cenário de diminuição nas exportações, especialmente no Pará, onde a situação econômica se agrava devido à falta de mercados alternativos como os Estados Unidos e a União Europeia.

Com a China respondendo por 77% das vendas externas de carne bovina do Pará, a previsão é de que, sem acesso a outros mercados, o faturamento das empresas locais possa cair até 40% em 2026.

A Mercúrio Alimentos, em Castanhal e Xinguara, planeja demitir 197 funcionários após reduzir suas linhas de abate em 35%.

Desafios do mercado paraense

A companhia Mercúrio Alimentos, que possui duas unidades autorizadas a exportar para a China, se vê forçada a limitar sua produção. O CEO, Daniel Freire, expressou preocupação, enfatizando a ausência de mercados alternativos em relação aos quais a empresa conseguiria reduzir os impactos financeiros das vendas.

As autoridades do Pará têm solicitado ao Ministério da Agricultura licenças para que os frigoríficos possam exportar para novos destinos. No entanto, reuniões recentes nos Estados Unidos ainda não resultaram em progresso, dado que o Estado passou anos em zona tampão contra febre aftosa e agora busca aproveitar seu status de livre da doença.

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Não há nada que justifique ficarmos fora desses mercados.

Expectativas para o mercado chinês

Enquanto isso, o frigorífico Iguatemi Beef, de Mato Grosso do Sul, busca diversificar suas vendas para além da China, que representa mais de 80% de sua produção. O presidente da empresa, Marcos Alexandre Domingues, destacou a necessidade de agregar valor aos produtos brasileiros e mostrar a qualidade da carne nos mercados internacionais.

A média de consumo de carne bovina na China é de oito quilos por pessoa anualmente, e um pequeno aumento nessa média pode resultar em uma demanda substancial no futuro.

O desafio da habilitação para exportação

Por outro lado, a Supremo Carnes, de Minas Gerais, ainda busca habilitar sua planta localizada em Carlos Chagas para exportar à China, um processo que demanda renovação constante de documentação e que representa altos custos. A empresa faturou R$ 1,5 bilhão em 2025, e ter acesso ao mercado chinês poderia dobrar essa receita.

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O Brasil não tem que ter medo de habilitar mais. Temos frigorífico demais e boi demais para oferecer.

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