Mudança visa reduzir importações de combustíveis e fortalecer biocombustíveis

Desde o início de agosto, as gasolinas comum e aditivada passaram a conter 32% de etanol anidro, um aumento de 2% em relação à mistura anterior. Essa mudança, autorizada pelo Conselho Nacional de Política Energética, visa reduzir a dependência de combustíveis importados e estimular o mercado interno de biocombustíveis.
A alteração na composição da gasolina foi projetada para não afetar a dirigibilidade dos veículos. Estudos realizados com carros e motocicletas não flex de diferentes idades e tecnologias não mostraram diferenças significativas em termos de desempenho, como partida, aceleração e emissões.
O Ministério de Minas e Energia estima que a nova mistura pode reduzir em cerca de 900 milhões de litros a importação de gasolina anualmente. A demanda por etanol anidro deve aumentar em aproximadamente 1 bilhão de litros em relação à mistura anterior (E30). O aumento no consumo de etanol pode proporcionar maior estabilidade ao mercado, beneficiando a produção de cana e milho.
✨ Apesar das expectativas positivas, o setor de biocombustíveis enfrenta desafios relacionados à previsibilidade e segurança jurídica, essenciais para investimentos a longo prazo.
A discussão sobre a qualidade do biodiesel e a necessidade de aumentar a mistura também foram temas abordados durante a abertura nacional do plantio da soja 2026.
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Jornalista especializado em Economia

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