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economia
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Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões e ajusta déficit primário para R$ 60,3 bi

Medidas visam adequar o orçamento ao novo arcabouço fiscal

Gabriel Azevedo22 de maio de 2026 às 15:00
Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões e ajusta déficit primário para R$ 60,3 bi

Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento informaram que o governo efetuou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento de 2026, elevando o total de cortes para R$ 1,6 bilhão, anunciado em março deste ano.

Além disso, a previsão para o déficit primário foi ajustada, passando de R$ 59,8 bilhões, originalmente prevista, para R$ 60,3 bilhões. Essas medidas focam nas despesas discricionárias dos ministérios, que incluem gastos não obrigatórios.

Os cortes afetam gastos com investimentos, custeio administrativo, e diversas iniciativas públicas, como educação e fiscalização ambiental.

Os gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários e salários de servidores, não estão sujeitos ao bloqueio. O governo divulgará um decreto até o final deste mês detalhando quais ministérios sofrerão as limitações.

Motivos para o Bloqueio

O bloqueio decorre do respeito aos limites impostos pelo arcabouço fiscal, uma nova regra aprovada em 2023. Essa norma determina que o crescimento dos gastos não ultrapasse 2,5% ao ano, ajustado pela inflação, e limita a expansão das despesas a 70% do aumento projetado na arrecadação.

Meta Fiscal de 2026

O governo visa alcançar um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões. Há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para o cumprimento da meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Caso o governo alcance um saldo de R$ 68,6 bilhões, a meta é considerada cumprida, apesar de poder descontar até R$ 63,4 bilhões em despesas, como precatórios, do cálculo final.

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