Estudo do MME projeta crescimento nas exportações e diminuição da dependência externa até 2036.

O governo federal projeta um aumento de cerca de 10% na capacidade nacional de refino de combustíveis nos próximos dez anos, conforme estimativas do Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (03) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Além do crescimento na capacidade de refino, o estudo também prevê um aumento nas exportações brasileiras de petróleo e a redução da dependência externa de determinados derivados. Uma consulta pública sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036 está em andamento e se encerrará nesta sexta-feira (6).
✨ A previsão é que a capacidade de refino nacional passe de 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia entre 2026 e 2036.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comentou que o plano estratégico da estatal de 2027 a 2031 deve priorizar a autossuficiência no refino de óleo diesel, com uma expectativa de crescimento na demanda de 19% até 2036, enquanto a produção nacional deve aumentar apenas 13%. Esse objetivo é impulsionado pelas recentes tensões geopolíticas.
A produção nacional de petróleo deve ser de aproximadamente 4,9 milhões de barris por dia em 2036, com uma parcela significativa destinada à exportação. O avanço do setor será apoiado por investimentos, incluindo a expansão da Refinaria Abreu e Lima e a modernização de unidades já existentes.
O estudo também enfatiza os desafios na substituição gradual do diesel S500 pelo S10, que requer investimentos em tecnologia e infraestrutura. A modernização do sistema de refino e a melhoria da eficiência energética são parte das metas futuras. Historicamente, o Brasil tem sido um importador líquido de derivados e as projeções indicam que essa situação deve persistir nos próximos dez anos.
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