Senador apresenta parecer em projeto paralelo que pode mudar diretrizes

O senador Wilder Morais (PL-GO) apresentou um parecer que modifica o projeto 4.443/2025, que discute a criação de uma política nacional para minerais críticos e estratégicos. Essa mudança diminui o poder do conselho a ser criado para coordenar essa política, em comparação ao que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
Importante destacar que o parecer não altera diretamente o PL já aprovado, mas propõe uma versão alternativa que está sendo analisada na Comissão de Serviços de Infraestrutura. Com uma reunião agendada para a próxima terça-feira (14), o projeto será o primeiro item da pauta, e tramitando em caráter terminativo, pode seguir rapidamente para a Câmara, caso não haja recursos para votação no Plenário.
✨ A proposta sugere que o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) passa a ter a função de 'registrar e acompanhar' operações em vez de 'homologar', o que altera a percepção de controle sobre atividades empresariais.
O foco central do parecer é permitir um controle governamental que não impeça a liberdade de operação das mineradoras. A nova redação busca evitar que o conselho tenha um poder de veto sobre as decisões empresariais, estabilizando um ambiente que incentiva investimentos no setor.
Apesar das mudanças, o texto mantém a supervisão estatal sobre transações consideradas estratégicas, como controle societário e capital estrangeiro, mas com uma abordagem mais sutil em relação às operações comerciais.
O parecer também institui novas diretrizes, como um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com a participação de até R$ 2 bilhões da União e incentivos fiscais, além da criação de Zonas de Processamento de Transformação Mineral (ZPTM) para atrair investimentos.
A proposta de Wilder Morais se insere em um debate mais amplo sobre a segurança jurídica no setor mineral. Mineradoras e entidades do segmento têm solicitado maior clareza sobre os critérios de atuação do conselho, desejando que as normas sejam definidas em lei e não apenas por decretos do Executivo.
O parecer sugere um equilíbrio delicado entre assegurar uma política industrial eficaz que fomente investimentos e a necessidade de limitar a interferência estatal nas operações privadas. A expectativa é que a decisão do Senado aborde esses pontos críticos de forma a não comprometer a confiança dos investidores no setor.
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Jornalista especializado em Política

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