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economia
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Incertezas marcam economia global e Brasil nota queda no PIB

Cenário econômico enfrenta desafios internos e externos em 2026

Carlos Silva28 de maio de 2026 às 11:45
Incertezas marcam economia global e Brasil nota queda no PIB

O panorama econômico é dominado por incertezas internacionais e desaceleração da economia brasileira, com foco em novos dados financeiros. De acordo com uma análise do Rabobank, os riscos geopolíticos são altos, especialmente diante da falta de um acordo entre Estados Unidos e Irã, mesmo após a extensão indefinida do cessar-fogo.

No aspecto internacional, Kevin Warsh foi nomeado presidente do Fed, e Donald Trump expressou sua expectativa de que ele atue de forma totalmente independente à frente do banco central americano. Enquanto isso, no Brasil, as últimas pesquisas revelam uma liderança estável do presidente Lula, ainda sem chance de vitória no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra sinais de enfraquecimento.

Dólar fecha a semana cotado a R$ 5,0046, com alta de 1,01% do real.

O câmbio apresentou o dólar a R$ 5,0046, resultado de uma valorização de 1,01% em relação ao real, embora o desempenho tenha sido um dos piores entre 24 moedas emergentes. A análise do Rabobank indica que a expectativa de um menor diferencial de juros em 2026, assim como uma possível recuperação do dólar global e um cenário fiscal instável no período eleitoral, pode fazer com que a moeda americana se valorize a R$ 5,35 até o final do ano, uma redução em relação à previsão anterior de R$ 5,40.

A atividade econômica no Brasil também apresenta sinais de fraqueza. Em março, o IBC-Br, indicador mensal do Banco Central que se aproxima do PIB, registrou uma queda de 0,67% em relação ao mês anterior, ficando abaixo das expectativas de queda de 0,4% tanto do mercado quanto do Rabobank, além de contrastar com o crescimento de 0,87% observado em fevereiro.

Contexto Fiscal

A arrecadação federal teve um desempenho robusto, alcançando R$ 278,8 bilhões em abril, superando os R$ 229,2 bilhões de março e os R$ 247,7 bilhões de abril de 2025, beneficiada pela alta do petróleo.

O destaque na agenda econômica é a divulgação do PIB do primeiro trimestre, com o Rabobank prevendo um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior, aumento de 1,1% em comparação ao trimestre anterior e um avanço acumulado de 2,0% em quatro trimestres. Além disso, são aguardados dados sobre conta corrente, investimentos externos, IPCA-15, resultado primário do Governo Central, taxa de desemprego, IGP-M, Caged, dívida líquida e resultado nominal.

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