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economia
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Investigação dos EUA pode prejudicar competitividade das exportações brasileiras

A nova medida ameaça setores-chave da economia nacional

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 09:30
Investigação dos EUA pode prejudicar competitividade das exportações brasileiras

Uma nova investigação dos Estados Unidos sobre práticas de trabalho forçado pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras. Especialistas no setor alertam que essa medida não envolve uma acusação direta ao Brasil, mas reflete a falta de mecanismos adequados de controle sobre a importação de produtos que poderiam ter sido fabricados nessas condições.

Brasil em um novo cenário comercial

De acordo com Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da BMJ Consultores Associados, o Brasil foi incluído em um grupo com tarifas de 12,5%, enquanto outros países estão sujeitos a tarifas reduzidas ou eliminadas. Em comparação, Argentina, México e Canadá, por exemplo, enfrentam tarifas de 10%.

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A decisão dos EUA vai criar desigualdade de competitividade entre os exportadores, favorecendo países que têm tarifas mais baixas e acesso facilitado ao mercado americano

Welber Barral.

Os setores de têxteis, vestuário, calçados e agroindústria estão entre os mais vulneráveis a essa nova situação.

Ações recomendadas para os exportadores

Barral aconselha os exportadores a revisar a classificação tarifária de seus produtos, verificar as exceções da nova medida e fortalecer a documentação de compliance. Esses passos são cruciais para se adaptar ao novo cenário competitivo e minimizar impactos negativos.

Contexto

A investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não implica que produtos brasileiros sejam feitos com trabalho forçado, mas revela lacunas na capacidade do Brasil de prevenir a importação de tais mercadorias.

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