Aumento é impulsionado principalmente pela elevação nos preços de alimentos.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, mostrando um aumento em relação aos 0,60% registrados em maio, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira.
Nos últimos 12 meses, o IPC-S apresenta uma alta acumulada de 4,61%. A pesquisa indicou que, entre os oito grupos analisados, cinco apresentaram avanços, com Alimentação se destacando ao passar de 1,29% para 1,57%.
Conforme a FGV, a aceleração no índice foi impulsionada principalmente pelos custos alimentares e pela diminuição na intensidade das quedas em outros grupos. Além de Alimentação, os grupos de Transportes, Comunicação, Educação, Leitura e Recreação, e Saúde e Cuidados Pessoais também tiveram variações positivas.
Enquanto isso, Habitação, Vestuário, e Despesas Diversas tiveram queda em seus índices de preços.
✨ As altas mais significativas foram observadas em alimentos como batata-inglesa e tomate, além de tarifas de eletricidade e serviços bancários.
O relatório ressalta a pressão contínua no setor de alimentos in natura, especialmente hortaliças e tubérculos, enquanto os combustíveis seguem a tendência de queda nos preços.
Para o agronegócio, a informação é crucial, pois sinaliza que os alimentos continuam a ser um fator central da inflação ao consumidor a curto prazo. Novas análises da FGV serão necessárias para entender se a pressão sobre itens como batata-inglesa e tomate persistirá durante o mês.
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Jornalista especializado em Economia

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