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economia
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Mineradoras veem recuperação do lítio, mas sem promessa de novos picos

Esperança no setor é impulsionada por demanda de baterias e baixa oferta

Gabriel Rodrigues09 de julho de 2026 às 06:05
Mineradoras veem recuperação do lítio, mas sem promessa de novos picos

Após um período de dois anos com os preços do lítio em queda, mineradoras e consultorias demonstram um novo ânimo no Norte de Minas Gerais. Durante o evento Lithium Business em Salinas, especialistas acreditam que o pior momento do mercado ficou para trás.

Apesar desse otimismo, o setor é cauteloso e descarta um retorno aos altos preços registrados em 2022. A análise sugere que o mercado entrou em uma nova fase: menos intensa do que a anterior, mas mais ajustada às atuais condições de oferta e demanda.

O cenário atual já é suficiente para reiniciar estudos e investimentos em projetos, mas o lítio ainda é uma commodity volátil e jovem.

Marisa Cesar, diretora da PLS, destacou a recuperação nos preços do lítio e a expectativa de que essa tendência sustente um ciclo produtivo. Contudo, ela alertou sobre a contínua volatilidade do mercado.

Os preços do carbonato de lítio estão em US$ 21,55 por quilo e o concentrado de espodumênio a US$ 2.075 por tonelada, valores que, embora não retornem ao pico de 2022, indicam uma recuperação em relação ao ponto mais baixo do mercado.

A produção de concentrado no Brasil ainda precisa avançar na cadeia de valor, uma vez que o refino e a transformação em produtos utilizados diretamente nos sistemas de baterias estão concentrados na China, desestimulando o investimento local.

Pedro Consoli, da Argus Media, apontou que a recente recuperação dos preços se deve à diminuição da oferta disponível e ao crescimento inesperado na demanda por sistemas de armazenamento de energia, que agora representam uma parte significativa do mercado.

Contexto

Em 2019, veículos elétricos representavam 36,2% da demanda global por lítio; em 2025, essa porcentagem aumentou para 55,4%. O armazenamento estacionário de energia avançou de 2,8% para 24,5% no mesmo período.

Embora o aumento dos preços traga uma nova esperança, o setor continua a enfrentar desafios como a volatilidade do mercado e a forte influência da China na cadeia produtiva.

Os investidores esperam que o Brasil prove sua capacidade de transformar o potencial mineral em produção significativa e que novos projetos sejam capazes de se destacar em um ambiente competitivo.

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Ainda que o pessimismo tenha diminuído, a confiança entre investidores é essencial para o sucesso a longo prazo do setor.

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