Ministério da Fazenda projeta impactos negativos na previdência

Um recente estudo da Receita Federal revela que a proposta de ampliação das faixas do regime do Simples Nacional poderá acarretar prejuízos significativos à previdência, estimados em até R$ 50 bilhões nos próximos dois anos.
Os cálculos foram elaborados pela Secretaria Especial da Receita Federal e indicam que os impactos diretos poderão ser de R$ 23,7 bilhões em 2027 e R$ 25,8 bilhões em 2028, exclusivamente relacionados à arrecadação previdenciária.
✨ Caso o projeto tivesse sido aprovado e aplicado em 2026, o impacto total na arrecadação seria de R$ 41,06 bilhões.
O estudo detalha que o impacto financeiro do Simples Nacional se divide em três frentes principais, abrangendo a migração e readequação de empresas ao novo regime.
Além disso, o teto proposto para o Microempreendedor Individual (MEI) poderá gerar uma renúncia de R$ 2,96 bilhões em 2026.
A Receita Federal alertou que esses cálculos consideram apenas impactos diretos e estáticos, sem incluir possíveis efeitos dinâmicos de formalização e crescimento econômico.
Reservas de migração revelam que cerca de 78.116 empresas de médio e pequeno porte podem se beneficiar ao migrar para o Simples Nacional. Além disso, 364.423 contribuintes estariam aptos a migrar para o regime do MEI.
A equipe econômica demonstrou preocupação com os impactos financeiros do PLP 108/2021, afirmando sua incompatibilidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O órgão enfatizou que a aprovação do projeto sem contrapartidas fiscais pode comprometer as metas orçamentárias estabelecidas.
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