Empreendimento em Barra do Ribeiro prevê investimento de R$ 27 bilhões e capacidade de produção de 3 milhões de toneladas anuais.

O projeto da multinacional chilena CMPC para construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul, recebeu nesta sexta-feira (23) a Licença Prévia (LP) ambiental. O governo do Estado revelou que o investimento neste empreendimento será de R$ 27 bilhões, representando o maior aporte privado da história do Rio Grande do Sul, e terá uma capacidade de produção de 3 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto anualmente.
A licença foi emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que atua sob a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), após uma análise técnica dos estudos ambientais apresentados. Embora a licença reconheça a viabilidade ambiental do Projeto Natureza na fase de planejamento, as obras ainda precisam passar por uma nova etapa de licenciamento.
✨ O projeto poderá gerar aproximadamente 800 empregos diretos e 1.500 postos de trabalho permanentes de terceiros durante a operação.
Com as obras, pode-se mobilizar até 12 mil trabalhadores no pico das atividades de construção. Adicionalmente, o projeto inclui a ampliação da infraestrutura logística, como um terminal próprio no Porto de Rio Grande, com investimento previsto de R$ 1,5 bilhão, e a alternativa de transporte hidroviário para movimentação da produção.
A nova unidade em Barra do Ribeiro não irá substituir a fábrica da CMPC em Guaíba, que continuará operando. O investimento não apenas visa aumentar a produção, mas também a sustentabilidade, utilizando a tecnologia Kraft, que emprega o licor negro como combustível para caldeiras, com a expectativa de gerar energia suficiente para atender a demanda da unidade e ainda ter excedente para venda na rede elétrica.
O planejamento ambiental do projeto prevê a compensação de 0,5% do valor de referência, seguindo os critérios do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). A cerimônia de entrega da Licença Prévia contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do governador Eduardo Leite, que ressaltaram a importância do projeto para o setor industrial do Brasil.
O processo de licenciamento foi enriquecido com contribuições da sociedade, que foram incorporadas à análise ambiental, incluindo uma audiência que ocorreu em 29 de janeiro de 2026, com ampla participação pública.
Agora, com a Licença Prévia em mãos, a CMPC pode avançar na elaboração dos documentos e projetos necessários para solicitar a Licença de Instalação (LI), que deverá ser analisada pela Fepam antes do início das obras.
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