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economia
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Nova tarifa dos EUA impacta setores específicos, mas economia brasileira segue estável

Especialistas garantem que a medida gerará efeitos limitados na economia como um todo.

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 04:25
Nova tarifa dos EUA impacta setores específicos, mas economia brasileira segue estável

A recente imposição de uma tarifa de 25% pelo governo dos Estados Unidos sobre determinadas exportações brasileiras, embora possa elevar os custos, não deverá ter um impacto significativo na economia nacional, de acordo com especialistas.

Analistas apontam que a continuidade e ampliação da lista de produtos isentos contribui para a diminuição dos efeitos sobre o crescimento econômico e a balança comercial do Brasil. Porém, os setores afetados devem enfrentar uma pressão maior nas margens.

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O efeito é negativo, mas bastante marginal. Não devemos observar uma desaceleração relevante da atividade econômica nem uma deterioração substancial da balança comercial em função dessas tarifas

Gabriel Barros, G5 Partners

Enquanto algumas empresas podem redirecionar suas exportações para outros mercados, minimizando os danos, há setores com alta concentração nas vendas para o mercado americano onde isso se torna mais complicado, como no caso do ferro-gusa.

Os principais impactos se darão nas margens dos setores diretamente taxados, como madeira e calçados.

O pesquisador Felippe Serigati, do FGV Agro, destaca que qualquer possível aumento nos preços dos alimentos no Brasil será difícil de discernir e provavelmente será marginal, já que muitos outros fatores, como a Guerra no Oriente Médio e condições climáticas, também afetam esse setor.

Serigati também menciona que os desafios na cadeia de fornecimento de fertilizantes, mais relevantes do que as novas tarifas, afetam a produção agrícola de maneira significativa, enquanto fatores externos como a flutuação do câmbio continuam a exercer maior influência sobre os preços internos.

Em suma, os analistas concordam que os danos causados pelas novas tarifas dos EUA serão mais sentidos por setores específicos e não afetarão diretamente o consumidor brasileiro de forma ampla. Assim, o efeito total da medida sobre a economia permanece limitado.

Ademais, Barros observa que, embora haja uma narrativa política forte em torno das tarifas, os dados indicam que o impacto econômico agregado é pequeno comparado ao cenário anterior com tarifas de 10%.

O economista também ressalta que acordos comerciais, como o feito entre Mercosul e União Europeia, tiveram efeitos modestos, o que sugere que mudanças diretas no comércio nem sempre resultam em benefícios imediatos.

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