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política
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Itamaraty negocia tarifa de 25% com EUA para produtos brasileiros

Ministério busca evitar impacto significativo nas exportações

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 09:15
Itamaraty negocia tarifa de 25% com EUA para produtos brasileiros

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou nesta sexta-feira (10) que está ativamente envolvido em negociações com as autoridades dos Estados Unidos para tentar reverter a proposta de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, conforme anunciada pelo escritório do representante comercial norte-americano (USTR).

O prazo para a conclusão dessas negociações é 15 de julho, o que gera uma expectativa crescente por um acordo que poderia minimizar os impactos dessa tarifa para as exportações brasileiras.

Cerca de 4,2 mil produtos brasileiros podem ser afetados, totalizando potencialmente US$ 15 bilhões em exportações.

A declaração foi feita após solicitações de entidades representativas de empresários de ambos os países, que pedem uma nova rodada de negociações. O Itamaraty enfatizou a importância dessas interações como parte de um diálogo em andamento que já dura um ano, na defesa dos interesses nacionais.

Entre os produtos que poderiam ser severamente impactados encontram-se ferro gusa, molduras de madeira e álcool etílico, conforme revelam estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O governo brasileiro, incluindo o Palácio do Planalto e o Itamaraty, acredita que a decisão do USTR possui um caráter político que ignora argumentos significativos apresentados ao longo do tempo, como questões ligadas ao desmatamento e ao sistema de pagamento PIX.

A avaliação atual do governo é que a administração americana tem se mostrado inflexível, apresentando demandas que parecem inegociáveis.

Na quinta-feira (9), diversas entidades empresariais, como a CNI e a Câmara Americana de Comércio, enviaram uma carta conjunta às autoridades relevantes, destacando a importância de manter diálogo e negociação entre Brasil e EUA.

"

Encorajamos ambos os governos a buscar entendimentos concretos em curto prazo, que evitem a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros

trecho da carta das entidades.

As entidades ressaltaram que um avanço nas negociações pode evitar consequências negativas para empresas, trabalhadores e consumidores de ambos os países, enfatizando a importância de diálogo em vez da imposição de tarifas.

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