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economia
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OCDE prevê desaceleração econômica global em 2026 devido a conflitos

Relatório aponta impacto do aumento nos custos energéticos no PIB.

Camila Souza Ramos03 de junho de 2026 às 09:30
OCDE prevê desaceleração econômica global em 2026 devido a conflitos

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório nesta quarta-feira (3) que indica uma desaceleração significativa da economia global em 2026, impulsionada pelo aumento dos custos de energia.

De acordo com a instituição, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial pode ser de 2,8% em 2026, considerando uma normalização da navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, essa taxa poderá reduzir para 2,1% em 2026 e até 1,8% em 2027, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.

A OCDE alerta que um bloqueio mais extenso às operações de energia e transporte marítimo aumentaria custos e pressionaria a inflação.

Projeções e ações potenciais

Apesar das dificuldades, a OCDE estima que a produção de energia no Golfo Pérsico deve começar a se recuperar até junho, permitindo a normalização do tráfego. Contudo, mesmo com essa projeção otimista, o crescimento global ainda apresentaria queda em relação ao 3,4% registrado no ano anterior.

Se um cenário adverso se confirmar, a inflação nas economias do G-20 poderá registrar um aumento para 4,4% em 2026, subindo para 4,7% em 2027. Como resposta, os bancos centrais podem ser forçados a elevar suas taxas básicas entre 0,5 e 0,75 ponto percentual.

Impactos no agronegócio

Para o setor agropecuário, a OCDE enfatizou que países em desenvolvimento, que dependem de importações de energia, também utilizam fertilizantes produzidos a partir de químicos do Golfo. Isso pode resultar em um aumento significativo nos custos de insumos, frete e processamento.

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Este cenário mais crítico não é o mais provável, mas é um importante alerta sobre os custos de um conflito prolongado

Stefano Scarpetta, economista-chefe da OCDE.

Para 2026, a OCDE manteve a previsão de crescimento de 2% para os EUA e 0,8% para a zona do euro, com um crescimento de 0,6% para o Japão. A previsão para a China foi elevada para 4,5%.

O principal risco econômico está nas restrições contínuas relacionadas à energia e à logística no Golfo.

A análise técnica para o setor agropecuário sugere cautela em relação aos combustíveis, fertilizantes, crédito e à demanda global.

Contexto

A OCDE não divulgou estimativas específicas para as commodities agrícolas no relatório.

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