Voltar
economia
2 min de leitura

Previsão de inflação no Brasil cresce para 5,04% em 2026

Impactos da guerra no Oriente Médio elevam expectativas

Tiago Abech25 de maio de 2026 às 10:40
Previsão de inflação no Brasil cresce para 5,04% em 2026

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou para 5,04% este ano, conforme o último Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira. Esta é a décima primeira elevação consecutiva devido à pressão dos preços dos combustíveis impulsionada pela guerra no Oriente Médio.

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, estabelecendo um limite superior de 4,5%. Enquanto isso, o IPCA acumulado em 12 meses é de 4,39%, ainda dentro da meta.

Projeções futuras para a inflação

Para 2027, as estimativas de inflação foram ajustadas de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, a previsão é que se mantenham em 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic e impacto na economia

O Banco Central, para controlar a inflação, ajusta a taxa Selic, que atualmente é de 14,5% ao ano, após recente corte. Em abril, o Copom decidiu reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, validando duas reduções seguidas, em meio às dificuldades trazidas pela guerra no Oriente Médio.

O aumento da Selic visa a contenção da demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito. Deste modo, taxas de juros mais altas podem inibir a expansão econômica.

Expectativas para o PIB e câmbio

O crescimento da economia brasileira foi projetado em 1,89% para 2026, um leve aumento em relação à previsão anterior de 1,85%. Para os anos de 2028 e 2029, a expectativa de crescimento do PIB é de 2% em cada ano.

A previsão do dólar é de R$ 5,17 ao final de 2026.

Contexto adicional

A Cotação do dólar alcança R$ 5,17 até o final de 2026, com previsão de R$ 5,26 em 2027.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia