Impactos da guerra no Oriente Médio elevam expectativas

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou para 5,04% este ano, conforme o último Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira. Esta é a décima primeira elevação consecutiva devido à pressão dos preços dos combustíveis impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, estabelecendo um limite superior de 4,5%. Enquanto isso, o IPCA acumulado em 12 meses é de 4,39%, ainda dentro da meta.
Para 2027, as estimativas de inflação foram ajustadas de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, a previsão é que se mantenham em 3,65% e 3,5%, respectivamente.
O Banco Central, para controlar a inflação, ajusta a taxa Selic, que atualmente é de 14,5% ao ano, após recente corte. Em abril, o Copom decidiu reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual, validando duas reduções seguidas, em meio às dificuldades trazidas pela guerra no Oriente Médio.
O aumento da Selic visa a contenção da demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito. Deste modo, taxas de juros mais altas podem inibir a expansão econômica.
O crescimento da economia brasileira foi projetado em 1,89% para 2026, um leve aumento em relação à previsão anterior de 1,85%. Para os anos de 2028 e 2029, a expectativa de crescimento do PIB é de 2% em cada ano.
✨ A previsão do dólar é de R$ 5,17 ao final de 2026.
A Cotação do dólar alcança R$ 5,17 até o final de 2026, com previsão de R$ 5,26 em 2027.
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