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economia
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Projeções do IPCA caem, mas continuam acima da meta do Banco Central

Expectativa de inflação desliza após quinta redução consecutiva

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 09:20
Projeções do IPCA caem, mas continuam acima da meta do Banco Central

A mediana das estimativas de inflação para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,12% para 5,03%, marcando a quinta redução sequencial. Apesar dessa diminuição, a projeção ainda se encontra 0,53 ponto percentual acima da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 4,50%.

Analisando as 109 estimativas revisadas nos últimos cinco dias, a mediana caiu novamente, reiterando a tendência de revisão para baixo no curto prazo. Para o ano de 2027, a expectativa do mercado está fixada em 4,22%, um leve aumento em comparação aos 4,18% de um mês atrás. Contudo, as 108 previsões atualizadas recentemente mostraram uma leve elevação, passando de 4,24% para 4,27%.

Apesar da queda, a expectativa para 2026 continua acima do teto da meta de inflação.

Para o ano de 2028, a projeção permanece em 3,80%, sem alteração em relação à semana anterior, após registrar 3,70% no mês anterior. O índice se manteve estável em 3,50% para 2029, sem variação pela 48ª semana seguida.

O Banco Central, em seu Relatório de Política Monetária do segundo trimestre, projetou 5,2% para o IPCA em 2026, 3,7% para 2027 e 3,1% para 2028. Notavelmente, desde 2025, a meta de inflação é contínua, aferida com base no IPCA acumulado em 12 meses, com um centro de 3% e uma tolerância de 1,5 ponto percentual para ambos os lados.

Caso a inflação se mantenha fora desse intervalo por um período contínuo de seis meses, o Banco Central será considerado fora do alvo, colocando pressão adicional sobre a política monetária e a confiança do mercado.

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