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economia
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Queda de preços na roça: quando chega ao supermercado?

Análise sobre a relação entre preços agrícolas e valores no varejo

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 12:15
Queda de preços na roça: quando chega ao supermercado?

A diferença no tempo de resposta entre quedas e altas de preços de produtos alimentícios no varejo é um tema que merece atenção. Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), destaca que, ao contrário do que ocorre nas altas, que são refletidas rapidamente nas gôndolas, as reduções de preços demoram a chegar ao consumidor final.

O impacto das quedas de preços

Quando os preços dos alimentos como feijão, arroz e carne caem significativamente, os consumidores nem sempre percebem essa redução nos supermercados. Lüders questiona: quanto tempo se leva para que uma queda de preço na roça se traduza em preços mais baixos nas prateleiras?

Consumidores devem acompanhar a dinâmica de preços dos alimentos.

Esse fenômeno é complexo e envolve diversos fatores, como custos de transporte, impostos, e a realização de estoque. Portanto, a velocidade com que as quedas de preços se refletem no setor varejista não é apenas uma questão de desejo dos consumidores ou de responsabilidade dos produtores.

Contexto

Estudos sobre preços de alimentos mostram que enquanto alguns produtos podem ter suas quedas de preço rapidamente percebidas, outros podem levar semanas para refletir a real situação do mercado.

Com o avanço da tecnologia, é possível monitorar essas mudanças com precisão. Lüders planeja iniciar um estudo sobre o custo do 'prato feito' em várias capitais brasileiras, com o objetivo de construir dados que permitam comparações mais significativas ao longo do tempo.

Essa iniciativa visa oferecer uma visão mais clara sobre o preço dos alimentos e quando as alterações na roça impactam o preço ao consumidor, questionando, portanto, a disparidade de tempo que pode existir entre a produção e o consumo.

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