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economia
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Investigações comerciais dos EUA abrangem 98% da economia global

Impacto das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros gera preocupação

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 17:10
Investigações comerciais dos EUA abrangem 98% da economia global

As investigações comerciais realizadas pelos Estados Unidos alcançam agora países que representam 98% da atividade econômica mundial fora do território americano. Essa informação foi apresentada no estudo '14 Apontamentos sobre a Conjuntura Comercial dos EUA, Brasil e o Resto do Mundo', elaborado pelo economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento.

Com a expectativa crescente em relação às novas tarifas que o governo dos EUA planeja aplicar a produtos brasileiros, o estudo revela que 85 nações soberanas e Hong Kong estão sob análise do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) devido à Seção 301 da legislação comercial. Essas economias somam aproximadamente US$ 84,5 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) nominal.

Investigações comerciais dos EUA abrangem economias que representam 98% da economia global fora do território americano.

Com isso, as apurações têm um alcance quase universal, considerando que a economia total, excluindo os Estados Unidos, é de aproximadamente US$ 86 trilhões. Troyjo destaca que nunca houve um movimento tão abrangente na política comercial americana.

Entre os países submetidos às investigações estão as 27 nações da União Europeia, Brasil, China, Japão, Índia, Coreia do Sul, México, entre outros. Os temas considerados estratégicos incluem desde o uso de mão de obra forçada até questões de propriedade intelectual e barreiras regulatórias.

Uma nova dimensão para a política comercial

Para Troyjo, a Seção 301 deixou de ser apenas uma ferramenta de defesa da indústria americana, assumindo um papel crucial na disputa pela liderança tecnológica e econômica global. A política comercial agora é vista como uma estratégia para fortalecer cadeias produtivas e ampliar a influência geopolítica dos EUA.

O estudo enfatiza que o poder de negociação dos Estados Unidos se baseia em seu vasto mercado consumidor, que importa cerca de US$ 3,7 trilhões anualmente. Esse volume se equipara ao PIB da França, superando também o PIB combinado de todos os países africanos, permitindo aos EUA exercer pressão em negociações internacionais.

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