Taxa para janeiro de 2028 fechou a 13,61%, refletindo as oscilações no mercado em resposta a novas pesquisas e anúncios do governo.

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quinta-feira (17) em queda, com a taxa para janeiro de 2028 fixada em 13,61%, uma redução de 7 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,682%. Essa movimentação ocorreu em um contexto político marcado pelo fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais.
Após o anúncio do reajuste do Bolsa Família, que elevará o benefício para R$ 691 por família, o mercado reagiu negativamente inicialmente, com as taxas dos DIs mostrando sinal de alta. Entretanto, ao longo da tarde, as taxas retornaram ao território negativo.
✨ A nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg revelou que Flávio Bolsonaro está com 47,2% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46,8%, resultando em um empate técnico, dado a margem de erro de 1 ponto percentual.
Antes do anúncio do reajuste, a taxa do DI para janeiro de 2035 havia atingido a mínima de 14,105% pela manhã, mas subiu para 14,365% à medida que o mercado processou o impacto do novo benefício. O economista-chefe da Azimut Brasil, Gino Olivares, criticou a medida, enfatizando que ela prejudica a situação fiscal do país.
O Banco Central também fez um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, agora em 13,75% ao ano, e ainda há incertezas sobre os próximos passos da política monetária após as decisões recentes do Federal Reserve nos EUA.
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Jornalista especializado em Economia

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