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    Mercado Financeiro
    3 min de leitura

    Taxas de juros futuros sobem com incertezas externas

    Cenário internacional pressiona taxas na B3

    Gabriel RodriguesPostado 20 de agosto às 18:40
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    Taxas de juros futuros sobem com incertezas externas
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    As taxas de juros futuros negociadas na B3 experimentaram um aumento nesta quinta-feira (20), impulsionadas pelas oscilações nos Treasuries e por um ambiente externo deteriorado. Durante a maior parte da sessão, as taxas médias e longas avançaram cerca de 5 pontos-base.

    As preocupações com a crescente dívida pública em muitos países e o pessimismo em relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã contribuíram para essa alta. Ao final da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 terminou em 13,725%, quase inalterado em relação ao ajuste anterior de 13,726%.

    ✨ O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,221% para 14,275%, enquanto o de janeiro de 2031 aumentou de 14,529% para 14,58%.

    O mercado local viu uma correção após a melhora observada na quarta-feira (19), quando o Tesouro americano anunciou a ampliação do limite de recompra de papéis longos. O rendimento da T-note de dez anos ascendeu de 4,650% para 4,701%, enquanto o T-bond de 30 anos subiu de 5,195% para 5,248%.

    Outra preocupação dos investidores foi o fato de que a dívida pública total dos Estados Unidos ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões pela primeira vez. As observações do secretário Scott Bessent também chamaram atenção, pois ele argumentou que os rendimentos dos Treasuries não estão refletindo as condições fundamentais do mercado.

    Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, afirmou que os efeitos temporários da recompra de títulos pelo Tesouro já foram absorvidos pelo mercado, definindo a pequena ampliação do limite de intervenção como insuficiente diante do tamanho da dívida americana. Ele ainda sugere que os fundamentos deteriorados estão mantendo a curva em alta.

    Cruz acredita que o comportamento do mercado de Treasuries e as ações fiscais dos EUA têm sido os fatores cruciais para influenciar o coração do mercado brasileiro, especialmente em um contexto de agenda doméstica limitada. No entanto, ele vê possibilidades de uma nova redução de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro, respaldada por sinais de desaceleração da atividade econômica e uma inflação controlada.

    Matheus Pizzani, economista do Picpay, compartilha dessa visão e considera que a desaceleração e surpresas favoráveis no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) podem permitir a continuidade do ajuste na Selic até a meta de 13,50% para 2026.

    No cenário internacional, o petróleo também teve um papel central, com o Brent para outubro subindo 2,4%, atingindo US$ 93,78 o barril. Essa elevação se deu após o anúncio de uma 'guerra econômica' contra o Irã por parte do presidente Donald Trump, em um clima de incertezas a respeito das negociações diplomáticas entre EUA e Irã.

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    Gabriel Rodrigues

    Jornalista especializado em Mercado Financeiro com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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