Novo plano da UE pode afetar severamente o comércio de produtos agrícolas.

A União Europeia (UE) está intensificando a pressão sobre a importação de produtos agrícolas, incluindo aqueles do Brasil, ao plano de banir qualquer traço de agrotóxicos considerados 'mais perigosos'. Este movimento ameaça a competitividade dos exportadores brasileiros, que enviaram mais de 18 bilhões de euros em produtos para o bloco em 2025.
Um estudo da Comissão Europeia revelou que, se os países exportadores não se adaptarem às novas exigências, os consumidores europeus podem enfrentar um aumento significativo nos preços: até 332% a mais pelo café e 85% a mais pelas frutas cítricas. Tal elevação é vista como insustentável politicamente.
✨ A medida pode resultar em uma queda de 41% nas importações agrícolas na UE e em forte impacto nos preços.
Atualmente, a legislação europeia permite a presença de resíduos de agrotóxicos não aprovados, contanto que não representem riscos à saúde. No entanto, setores europeus exigem medidas mais rígidas para eliminar o uso de substâncias perigosas, um passo que foi reafirmado pela proposta de redução de Níveis Máximos de Resíduos (MRLs) para zero.
Com a UE sendo um dos principais destinos das exportações agrícolas brasileiras, a nova política de resíduos poderá gerar distúrbios significativos no setor, colocando os produtores em risco de competir em um mercado cada vez mais exigente.
Nove grandes nações agrícolas, incluindo Brasil e Argentina, manifestaram preocupações na Organização Mundial do Comércio (OMC), acusando a UE de impor critérios de produção estritos que desconsideram as realidades agrícolas locais, o que poderá desestabilizar o comércio internacional.
O estudo também analisou vários cenários em que a adaptação às novas normas poderia ocorrer. No pior cenário, onde não houvesse mudanças nas práticas de produção, as importações da UE veriam uma queda drástica em vários produtos, como soja e cítricos, enquanto os preços ao consumidor disparariam.
Para o Brasil, a adesão a essas exigências poderá não modificar significativamente os volumes totais de exportação, mas provocará uma pressão nos preços internos, podendo levar a uma possível retração no setor.
✨ A combinação de exigências europeias e a dinâmica do mercado poderá criar desafios consideráveis para os exportadores brasileiros.
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