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Educação
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MPF firma acordo de reparação com estudante da Unirio por cotas indevidas

Novo Termo de Ajustamento de Conduta visa corrigir distorções nas cotas raciais

Mariana Souza14 de maio de 2026 às 07:25
MPF firma acordo de reparação com estudante da Unirio por cotas indevidas

O Ministério Público Federal (MPF) firmou um importante compromisso com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) para resolver a ocupação indevida de vagas reservadas por cotas raciais, o que impacta diretamente as políticas de inclusão na instituição.

Nesta terça-feira, 12 de dezembro, um terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado, envolvendo o MPF, a Unirio e um estudante de medicina que ingressou no curso em 2016 através de uma vaga destinada a candidatos pretos, pardos ou indígenas, mas não atendeu aos critérios estabelecidos no edital.

O estudante concordou em pagar 720 mil reais, divididos em 100 parcelas mensais de 7,2 mil reais, e também deverá participar de um curso de letramento racial oferecido pela universidade.

Os valores arrecadados serão direcionados para a criação de bolsas para estudantes negros no curso de medicina da Unirio, além de programas educacionais que promovem a igualdade étnico-racial e combatem o racismo estrutural.

Este novo TAC faz parte de uma estratégia abrangente do MPF para remediar desigualdades históricas nas políticas de cotas da Unirio, elevando o total de recursos garantidos por acordos a mais de 2 milhões de reais.

Histórico de Acordos

Em dezembro de 2025, a primeira medida de reparação foi firmada com uma estudante de medicina que ocupou uma vaga destinada a negros, seguida por um segundo acordo em abril de 2026, ambos com valores e exigências semelhantes.

Esses acordos destacam a importância de ações corretivas para assegurar a correta utilização de políticas afirmativas.

Compensação Histórica

O MPF também detectou a sub-representação de docentes negros na Unirio. Para mitigar essa disparidade, a universidade se comprometeu a reservar 35% das vagas em próximos concursos para candidatos negros até que a situação histórica de desigualdade seja totalmente corrigida.

Além disso, serão implementados critérios unificados para concursos e distribuição de vagas, evitando práticas que dificultem a aplicação de ações afirmativas.

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