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2 min de leitura

CNPE aprova venda direta de gás natural, reduzindo custos industriais

Medida pode cortar preços pela metade para indústrias no mercado livre

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 12:15
CNPE aprova venda direta de gás natural, reduzindo custos industriais

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou, nesta quinta-feira (30), a venda direta de gás natural da União no mercado livre, um passo que poderá reduzir os preços desse insumo para as indústrias em mais de 50%, segundo o Ministério de Minas e Energia.

Este novo regulamento não se aplica ao gás de cozinha (GLP) e não altera os preços que os consumidores residenciais pagam. Contudo, a expectativa é que um gás natural mais acessível beneficie vários setores industriais, levando a uma diminuição nas despesas de produção e, possivelmente, aos preços de alguns produtos.

Ministro Alexandre Silveira ressaltou que a nova medida pode levar o custo do gás da União para indústrias a cerca de US$5 por milhão de BTU.

Essa decisão alterou uma norma vigente desde 2018 e estabeleceu como a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), entidade estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, irá comercializar o gás natural pertencente à União. Atualmente, a Petrobras é a responsável por essa venda no Brasil.

O novo regulamento tem como objetivo aumentar a concorrência no setor e, com isso, reduzir os preços. "O Gás Natural da União, vendido pelo agente dominante -- a Petrobras -- a US$12 por milhão de BTU, poderá chegar a um custo de US$5 para a indústria nacional", declarou o ministro.

Contexto

A venda direta de gás natural foi uma demanda crescente de setores industriais que buscam reduzir custos operacionais e melhorar a competitividade no mercado.

  • 1Aprovação pelo CNPE acontece em 30 de março de 2026.
  • 2Expectativa de redução de preços em mais de 50% para indústrias.
  • 3PPSA será a responsável pela comercialização do gás da União.
  • 4As regras valem apenas para gás natural, excluindo o GLP.
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