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Entidades pedem fim de subsídios a combustíveis fósseis para reindustrialização

Carta destaca urgência em promover energia renovável no Brasil

Carlos Silva27 de maio de 2026 às 16:50
Entidades pedem fim de subsídios a combustíveis fósseis para reindustrialização

Um grupo de mais de 20 entidades e empresas do setor de energia renovável endereçou uma carta aos pré-candidatos à Presidência da República, solicitando comprometimentos específicos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis no Brasil.

A iniciativa alerta sobre a perda de competitividade do Brasil em mercados internacionais, especialmente em tecnologias como hidrogênio verde e eletrificação industrial.

O Brasil deve integrar suas políticas energéticas para liderar a transição para energias mais limpas.

Contradição no uso de subsídios

Embora o país tenha alcançado mais de 90% de sua energia elétrica a partir de fontes renováveis até 2025, os subsídios federais para combustíveis fósseis atingiram R$ 47 bilhões em 2024, um valor que supera em 2,5 vezes o montante destinado às energias renováveis, que foi de R$ 18,65 bilhões.

As entidades destacam que apesar desse desequilíbrio, o setor de economia verde contribuiu significativamente, gerando cerca de um milhão de empregos e atraindo quase US$ 38 bilhões em investimentos.

Desafios para a transição energética

Representantes do setor apontam a necessidade de superar entraves como restrições nas linhas de transmissão, incertezas nas regulamentações e falta de políticas integradas nas áreas de energia, indústria e comércio exterior.

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Para não ficar atrás de países como China e EUA, o Brasil precisa acelerar sua estruturação para a produção de energia limpa e eficiente.

Propostas incluem não estender subsídios para combustíveis fósseis e promover políticas de eletrificação.

Propostas da carta

Entre as sugestões apresentadas estão: não criar subsídios para combustíveis fósseis, garantir a sustentabilidade do setor elétrico e modernizar tarifas para os consumidores.

A carta será entregue aos candidatos apenas após a confirmação oficial das candidaturas, prevista para ocorrer entre julho e agosto após as convenções partidárias.

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