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energia
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Iata projeta 2,4 milhões de toneladas de SAF até 2026

Custo elevado e limitações na oferta marcam o cenário da aviação

Gabriel Rodrigues06 de junho de 2026 às 16:55
Iata projeta 2,4 milhões de toneladas de SAF até 2026

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) alertou, neste sábado (6), que a produção global de combustível sustentável de aviação (SAF) deverá atingir 2,4 milhões de toneladas até 2026. Esse volume representa apenas 0,8% do total consumido pela aviação comercial.

Segundo a Iata, o custo total para as companhias aéreas seria de aproximadamente US$ 4,3 bilhões, considerando a atual limitação de oferta e os preços ainda elevados, que superam o do querosene de aviação (QAV).

O SAF é uma das principais alternativas para descarbonizar o transporte aéreo mundial.

Willie Walsh, diretor-geral da Iata, avaliou que 2026 pode ser 'mais um ano decepcionante' para a produção de SAF, devido a políticas públicas desarticuladas e à baixa participação das empresas petrolíferas. Ele também relacionou a tensão no cenário energético internacional, especialmente por conta da guerra no Oriente Médio, à urgência de acelerar a adoção de fontes renováveis.

Walsh destacou que ainda faltam incentivos adequados para criar um mercado global de SAF que seja viável e escalável.

Potencial do Brasil

Para o Brasil, a Iata vê um potencial significativo de crescimento, prevendo que o país possa produzir cerca de 60 milhões de toneladas de SAF até 2050. Essa estimativa considera instrumentos já existentes ou em desenvolvimento, como a Política Nacional de Transição Energética e o programa RenovaBio.

No contexto do agronegócio e da bioenergia, a expansão do mercado de SAF pode fomentar a demanda por matérias-primas renováveis e novos investimentos na cadeia de biocombustíveis.

Contudo, esse progresso depende de aspectos como escala produtiva, previsibilidade regulatória e competitividade de custos.

A participação do SAF na matriz da aviação deve permanecer limitada em 2026, apesar do crescimento na produção.

A Iata não especificou quais rotas tecnológicas ou insumos seriam responsáveis pela maior parte desse potencial no Brasil. O sucesso dessa projeção está intimamente ligado à consolidação do marco regulatório e à ampliação da oferta, além de condições econômicas favoráveis à produção e exportação em grande escala.

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