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gastronomia
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Curitiba se destaca com pratos exóticos de rã no Bar do Dante

Rã à milanesa atrai clientes e inspira produção local.

Carlos Silva21 de abril de 2026 às 09:05
Curitiba se destaca com pratos exóticos de rã no Bar do Dante

No Bar do Dante, em Curitiba, a iguaria de rã à milanesa conquistou os clientes e se tornou um sucesso local. A carne branca e macia da rã é servida com um molho especial da casa, atraindo a atenção dos curiosos pela sua natureza exótica.

Iguaria de rã à milanesa é vendida por R$ 40 a unidade inteira.

Dante Luiz Manfron, o proprietário, introduziu a rã no cardápio em 2002, buscando diversificar as opções além dos pratos tradicionais. "Funcionou muito bem, as pessoas ficam intrigadas com essa carne exótica", comenta ele.

Os preços variam de R$ 40 pela rã inteira a R$ 90 pela versão a passarinho. Apesar do sucesso, Manfron afirma que o custo da iguaria é elevado, com preços entre R$ 90 e R$ 110 por quilo, dependendo dos fornecedores de Paraná e Santa Catarina.

Crescimento na produção de rãs

Bruno Lotti, piscicultor de Nova Aurora, no Paraná, está apostando na criação de rãs-touro para atender a demanda crescente do mercado. Com investimento de R$ 100 mil, ele iniciou um projeto que prevê a produção de até 50 mil girinos em um ano.

O ciclo da rã, do girino ao abate, pode levar até 12 meses.

A criação de rãs apresenta desafios, como o manejo adequado e a monitoramento da qualidade da água. O produtor Wilson Luiz Cantieri, do Ranário Santa Clara, destaca que a demanda por carne de rã é alta, mas a oferta permanece limitada.

A Embrapa estima que, para atender a demanda interna, a produção nacional precisaria triplicar, já que dados de 2017 revelam uma produção de 129,3 mil toneladas. O projeto "Ranicultura em Rede" busca fortalecer a cadeia produtiva e democratizar o consumo desse alimento.

Oportunidades e desafios no setor

André Cribb, da Embrapa, acredita que a ranicultura é uma oportunidade com grande potencial no Brasil, devido aos recursos naturais favoráveis. Além da carne, a rã oferece subprodutos como óleo e pele, utilizados na indústria de cosméticos e tratamentos.

Com o desenvolvimento de derivados, como patês e salsichas de carne de rã, há uma nova perspectiva para a ampliação do consumo. O setor deve avançar com o apoio de políticas públicas e a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura.

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A ranicultura é uma das cadeias que participaram ativamente da construção do plano

André Muniz Afonso, Ministério da Pesca e Aquicultura.

Atualmente, o Brasil possui oito frigoríficos autorizados para o processamento de carne de rã, sendo que novos estão em construção, o que deverá impulsionar ainda mais a atividade nos próximos anos.

No cenário internacional, a China é a líder na produção de carne de rã, seguida por Taiwan, Indonésia e Vietnã. O Brasil se destaca como um dos grandes players, com potencial para melhorar sua posição no mercado global.

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