Conflito provoca tensão e incertezas na região do Oriente Médio

Nesta terça-feira, 7, novos ataques no Irã resultaram em 18 mortes, poucos instantes antes do término do ultimato impostos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As tensões se agravam com a expectativa de um acordo crucial para a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o fornecimento global de petróleo.
No 39º dia da ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irã, a população local oscila entre medo e indiferença. A estudante Metanat, de 27 anos, expressou sua angústia ao perder uma colega de turma: "Estou aterrorizada e todos deveriam estar também". Por outro lado, Morteza Hamidi, um aposentado de 62 anos, demonstrou ceticismo sobre as ameaças americanas, afirmando: "Estamos insensíveis às promessas de Trump, que já mudaram de prazo várias vezes".
✨ Trump alertou que o Irã poderia ser destruído em uma única noite caso não libere o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O fechamento do estreito já impulsionou os preços do petróleo, com o barril Brent atingindo 108,17 dólares e o WTI 111,78 dólares. Em resposta, o Exército iraniano criticou a abordagem de Trump, alegando que suas declarações não impactam as operações militares.
Atualizações sobre os conflitos revelam que ao menos 18 civis, incluindo crianças, foram mortos em ataques na província de Alborz, nas proximidades da capital iraniana. O Exército israelense anunciou uma nova ofensiva para atingir as infraestruturas iranianas, enquanto uma proposta de cessar-fogo de 45 dias foi rejeitada tanto por Teerã quanto por Washington.
A proposta de mediação, apresentada por vários países, incluindo o Paquistão, foi rejeitada. O Irã exige um protocolo para o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz e a suspensão das sanções impostas.
Informações do New York Times indicam que o Irã estaria disposto a liberar o estreito mediante a implementação de um pedágio a ser dividido com Omã, a fim de reconstruir suas instalações. Por outro lado, o governo Trump considera a proposta insufficiente.
Concomitantemente, o Irã continua seus ataques contra países do Golfo, acusando-os de colaborar com os Estados Unidos. Na madrugada de hoje, um complexo petroquímico na Arábia Saudita foi alvo de múltiplos ataques, intensificando ainda mais o cenário de conflito na região.
Enquanto isso, Israel e o grupo apoiado pelo Irã, Hezbollah, continuam a se enfrentar no Líbano, com o exército israelense avançando na mobilização de suas forças ao longo de uma linha de defesa no sul do país.
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Jornalista especializado em Internacional

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