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Internacional
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Irã promete intensificar bombardeios na guerra no Oriente Médio

Conflito se agrava com ataques de huthis e resposta dos EUA

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 09:25
Irã promete intensificar bombardeios na guerra no Oriente Médio

O Irã declarou nesta quinta-feira que ampliará seus bombardeios no Oriente Médio, enquanto os Estados Unidos continuarem a atacar suas posições. A situação se agrava com os rebeldes huthis do Iémen intensificando sua ofensiva no Mar Vermelho, o que gera preocupações significativas no mercado global de energia.

Escalada de tensão

As hostilidades recomeçaram após um curto período de trégua, colocando a região em um estado de caos. Os huthis, que têm a solidariedade do Irã, realizaram ataques contra dois navios-tanque sauditas e anunciaram um bloqueio aos portos do país, elevando os preços do petróleo. O barril de Brent, padrão mundial, subiu 4%, chegando a 97,80 dólares.

Os preços do petróleo atingem novos patamares, aumentando temores de inflação e desaceleração econômica.

Enquanto isso, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que sua ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial. O presidente Donald Trump também fez uma séria advertência: os EUA responderão a qualquer ataque iraniano à navegação no Estreito de Ormuz com bombardeios em infraestruturas civis do Irã.

Resposta do Irã e dos huthis

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reiterou que a reação do Irã será proporcional, com a declaração de que sua política de defesa é 'olho por olho'. Os ataques de mísseis e drones dos huthis contra os petroleiros, incluindo o Encelia e o Layla, destacam como a situação se complicou no Mar Vermelho, uma rota estratégica para o transporte de petróleo.

Contexto do Conflito

A disputa pelo controle do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz se intensifica, com o Irã e seus aliados buscando aumentar sua influência na região, enquanto os EUA pretendem proteger rotas comerciais essenciais.

A situação motivou reações de países da região, como a Jordânia e o Kuwait, que relataram interceptações de projéteis. O governo omani, como mediador na guerra, expressou preocupação e trabalha para retomar as conversações entre as partes.

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