Movimentos estudantis questionam corrupção e precariedade educacional

Estudantes lideram manifestações na Albânia exigindo a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, acusando seu governo de corrupção, escassez de empregos e problemas no sistema educacional.
Em resposta às solicitações, Rama rejeitou os pedidos de renúncia, afirmando que os protestos não ameaçam seu governo, mas sim representam um obstáculo ao desejo da Albânia de se tornar membro da União Europeia.
Os protestos, que já se estendem por seis dias, têm se intensificado, com manifestantes realizando atos de vandalismo, como incêndios em prédios públicos e confrontos com a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água.
✨ Os enfrentamentos mais recentes ocorreram nas proximidades do Ministério da Educação, onde milhares de pessoas se reuniram, levando a uma escalada da violência durante os protestos.
Rama, que está no poder desde 2013, considera os protestos uma interferência externa e convidou os estudantes ao diálogo, mesmo enquanto as autoridades tentavam remover obstáculos para os manifestantes.
A Comissão Europeia condenou a violência durante as manifestações, ressaltando a importância do direito ao protesto pacífico. No entanto, a chancelaria austríaca informou que Rama cancelou uma reunião agendada em Viena devido à situação.
Com um histórico de corrupção, a Albânia enfrenta desafios significativos em seu caminho para a adesão à União Europeia, com a meta de se juntar ao bloco até 2030. Rama, no entanto, defende que seu governo está combatendo a corrupção de maneira eficaz.
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