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Internacional
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EUA deportam imigrantes latino-americanos para a RDC

Operação gera críticas por violação de direitos humanos

Gabriel Azevedo03 de maio de 2026 às 14:30
EUA deportam imigrantes latino-americanos para a RDC

Na última semana, ao menos 15 imigrantes latino-americanos foram deportados pelos Estados Unidos para a República Democrática do Congo (RDC), um ato que levanta preocupações quanto ao tratamento de refugiados e à política migratória do governo Trump.

Os deportados incluem cidadãos do Peru, Equador e Bolívia, conforme informações de autoridades congolesas e de um advogado representando um dos deportados. Esta remoção faz parte de um controverso acordo migratório que tem atraído críticas de organizações de direitos humanos, como o Instituto de Pesquisa sobre Direitos Humanos (IRDH) da RDC.

O IRDH relatou que um grupo inicial de cerca de 45 solicitantes de asilo chegou à capital congolesa em um voo com escalas na África Ocidental.

Os deportados foram alojados em um hotel próximo ao Aeroporto N’djili, sob a supervisão da Polícia Nacional Congolesa. O governo congoleño, liderado pelo presidente Félix Tshisekedi, enfatiza que o programa é temporário e não prevê reassentamento permanente no país.

Dos 15 imigrantes, pelo menos sete são do Peru, três são do Equador e os demais são possivelmente colombianos. O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia está investigando a situação, enquanto o Peru confirmou a transferência de seus cidadãos sob um acordo que prevê acolhimento durante a análise de seus pedidos de asilo nos EUA.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador informou que os cidadãos deportados estão em 'situação migratória regular' na RDC e estão bem acomodados. O governo também planeja realizar entrevistas individuais para saber se desejam retornar ao Equador.

Este episódio é um reflexo da política de 'terceiros países' da administração Trump, que visa transferir a recepção de imigrantes deportados para nações que aceitam recebê-los, mesmo sem ligação prévia com os deportados. Um representante do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA defendeu a ação como legal e necessária para intensificar as deportações.

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