Voltar
Justiça
2 min de leitura

Juiz proíbe prisão de migrantes em tribunais durante governo Trump

Decisão coloca em xeque práticas do governo em audiências de imigração

Carlos Silva24 de junho de 2026 às 10:15
Juiz proíbe prisão de migrantes em tribunais durante governo Trump

Um juiz federal da Califórnia decidiu que o governo dirigido por Donald Trump não pode efetuar prisões de migrantes nas dependências dos tribunais dos EUA, impactando significativamente a abordagem das autoridades de imigração.

Desde que Trump reassumiu a presidência no último ano, agentes do Departamento de Segurança Interna têm aguardado do lado de fora dos tribunais de imigração para capturar indivíduos ao saírem de suas audiências de asilo. Essa tática gera preocupação, pois a ausência em uma audiência pode ser considerada crime e resultar em deportação.

Essa decisão do juiz P. Casey Pitts foi tomada na terça-feira e considera as práticas do governo como 'arbitrárias e caprichosas'.

O juiz Pitts argumentou que tanto o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) quanto o Escritório Executivo de Revisão de Casos de Imigração (EOIR) não forneceram justificativas adequadas para suas ações, que criam um clima de intimidação durante as audiências.

O assessor do Departamento de Segurança Interna, James Percival, criticou a decisão, afirmando que estrangeiros sob ordem de deportação deveriam ser tratados como réus em casos criminais, e chamou o resultado de ativismo judicial que compromete a segurança das fronteiras.

Trump tem explorado as fraquezas do Poder Executivo para reforçar a repressão a imigrantes, sustentando que os EUA enfrentam uma invasão de criminosos nas fronteiras do país.

Contexto

A ausência nas audiências de imigração pode ser um fator decisivo para a deportação, criando uma situação de alto risco para os migrantes que precisam comparecer aos tribunais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça