Mais de 70 mil migrantes chegaram ao enclave espanhol em julho, impactando a segurança local.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, atribuiu a recente crise migratória no enclave de Ceuta a falhas nos controles de fronteira do Marrocos. No final de julho, mais de 70 mil migrantes chegaram ao território espanhol, e muitos retornaram ao Marrocos nas horas seguintes. No entanto, milhares ainda permanecem em Ceuta.
A situação no local se agravou, com episódios de violência e manifestações quase diárias por parte dos moradores. Durante uma entrevista à CNN em Nova York, Sánchez declarou: “Estamos investigando o que aconteceu naqueles dias de julho, mas pedimos ao Marrocos que aja e que forneça respostas, pois seu controle fronteiriço falhou”.
Em um discurso no Parlamento no dia 3 de setembro, o primeiro-ministro enfatizou a necessidade de Madri exigir explicações e mudanças das autoridades marroquinas para evitar recorrências dessa situação. Um relatório da polícia espanhola revelou que a presença de policiais marroquinos na fronteira estava “claramente menor do que o habitual”.
✨ O governo espanhol está atualmente identificando os migrantes que permanecem em Ceuta para determinar se têm direito a solicitar asilo, com atenção especial aos menores desacompanhados, que não podem ser deportados sumariamente.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Internacional

Nove imigrantes morreram durante a tentativa de atravessar a fronteira

Cerca de 3.000 pessoas cruzaram a fronteira em busca de refúgio.

Equipes de resgate continuam buscas por desaparecidos na capital e arredores

Discurso provocador do presidente argentino choca governo brasileiro