Mais de 70% da população votou contra a proposta considerada pró-Rússia.

Os suíços rejeitaram de forma categórica, neste domingo, uma iniciativa popular que buscava reforçar a neutralidade do País. O texto, promovido pela direita nacionalista, foi amplamente rechaçado com 70,1% dos votos, conforme os resultados finais.
A iniciativa pretendia inscrever na Constituição uma neutralidade reforçada, que impediria a Suíça de formar alianças com organizações militares ou adotar sanções econômicas contra outros países, exceto aquelas decididas pela ONU.
✨ “Este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará sendo neutra”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ignazio Cassis.
Historicamente, a neutralidade é um valor enraizado na Suíça, presente na Constituição desde 1848. No entanto, a recente adoção de sanções da União Europeia contra a Rússia, após a invasão da Ucrânia, gerou novos debates sobre a neutralidade suíça. Cassis manifestou que neutralidade não é sinônimo de indiferença a violações das normas internacionais.
A iniciativa foi defendida pela organização Pro Suisse e pela União Democrática de Centro (UDC), que clamou por um conceito mais rigoroso de neutralidade. Céline Amaudruz, vice-presidente da UDC, argumentou que a Suíça deve manter um compromisso de neutralidade ativa para poder promover a paz e o diálogo internacional.
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Jornalista especializado em Internacional

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