Presidente dos EUA afirma que deveria ter recebido prêmio e ataca comitê norueguês.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que deveria ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz, criticando a entrega da honraria à jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay, nesta sexta-feira, 9, em um evento de campanha em Syracuse, Nova York.
Trump reiterou sua alegação, contestada por muitos, de que encerrou oito guerras durante sua presidência. Ele também mencionou ter garantido a libertação de reféns do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza. 'Apesar de tudo isso e de todas essas conquistas inacreditáveis, o Prêmio Nobel foi entregue hoje a uma pessoa de ideologia liberal que trabalha nas Nações Unidas, de quem ninguém jamais ouviu falar', declarou Trump.
✨ Trump acusou a Noruega de tomar uma decisão 'vergonhosa e constrangedora' ao não lhe conceder o prêmio, afirmando que o Nobel da Paz foi desacreditado por 'ideólogos radicais' que são 'antidemocráticos e, na verdade, inimigos da civilização'.
Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelo seu trabalho na promoção da paz e do direito internacional, tendo uma carreira marcada pela luta contra o apartheid na África do Sul e por seu papel como alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Recentemente, também foi celebrada por investigar violações de direitos em Israel e nos territórios palestinos.
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, e a secretária-geral da ONG Anistia Internacional, Agnes Callamard, celebraram a escolha de Pillay, destacando sua relevância em um momento de ataques contra os direitos humanos e a justiça internacional.
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