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Justiça
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Argentino é preso por racismo em Minas Gerais após foto de criança

TJMG nega pedido de soltura de turista após incidentes racistas

Acro Rodrigues10 de junho de 2026 às 08:05
Argentino é preso por racismo em Minas Gerais após foto de criança

Eduardo Ignacio Murias, um turista argentino de 63 anos, foi preso no dia 24 de maio após compartilhar imagens e mensagens racistas durante um passeio de trem na Zona da Mata mineira. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recusou a revogação de sua prisão preventiva nessa segunda-feira (8), atendendo ao Ministério Público do estado.

Murias está detido no Presídio de São João del-Rei, desde o incidente em que fotografou uma criança negra e enviou as imagens com comentários ofensivos. Além disso, ele fez referências à possibilidade de escravizar a criança, causando indignação entre os outros passageiros, que alertaram a mãe do menino.

Reações e medidas judiciais

O advogado de Murias já havia solicitado um habeas corpus no dia 30 de maio, que foi imediatamente negado pela Justiça. Recentemente, o argentino alegou ter sofrido agressões de outros detentos e solicitou uma nova avaliação judicial. O TJMG, em resposta, requisitou um exame de corpo de delito complementar e garantias sobre sua segurança dentro da unidade prisional.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foi aberto um procedimento interno para investigar as alegações de Murias, que afirma ter sido agredido fisicamente em 25 de maio. Como precaução, ele foi colocado em uma cela isolada.

As investigações sobre as supostas agressões continuam e os envolvidos poderão enfrentar sanções administrativos.

Durante sua viagem, Murias enviou mensagens a um contato, mencionando a possibilidade de 'levar uma escrava para cuidar das netas' dessa pessoa. Após a notificação da mãe da criança, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada, resultando na prisão do argentino e na apreensão de seu celular para coleta de evidências.

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