Brazão e Chiquinho recebem 76 anos por assassinato de Marielle Franco
STF rejeita recursos e mantém pena alta para mandantes do crime.

Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e três meses de prisão por serem considerados mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi confirmada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que rejeitou os recursos apresentados pela defesa dos réus.
Rejeição dos recursos
Na última sexta-feira (12), Moraes avaliou que não estavam fundamentados os embargos de declaração, que contestavam supostas contradições nas sentenças anteriores. Os advogados de Chiquinho questionaram a pena aplicada para o crime de organização criminosa, alegando irregularidades nos cálculos estabelecidos, enquanto a defesa de Domingos levantou questionamentos sobre a condução das investigações.
✨ Ambos os réus foram considerados mandantes do crime que chocou o Brasil em 2018.
Agravantes e condenações
Os irmãos Brazão foram acusados de liderar uma organização criminosa na Zona Oeste do Rio, envolvendo-se em grilagem de terras e corrupção política. Além deles, outros envolvidos, como o ex-chefe da Polícia Civil do Rio e policiais, também receberam penas semelhantes e a determinação de indenização de R$ 7 milhões para as famílias das vítimas.
Contexto do Caso Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, e sua morte gerou uma extensa investigação no Brasil, culminando na condenação dos responsáveis após quase oito anos. A vereador estava ativamente envolvida em questões relacionadas à regularização das terras e a possíveis interesses de milícias na cidade.
Com a decisão do STF, Moraes enfatizou que as alegações da defesa demonstravam apenas descontentamento com o veredito, sem apresentar novo conteúdo que sustentasse a revisão das penas já fixadas.
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