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Justiça
2 min de leitura

Brenda Alves denuncia ex-treinador por abusos sexuais

Campeã de jiu-jitsu relata 14 anos de tortura e controle psicológico

Ricardo Alves06 de maio de 2026 às 16:10
Brenda Alves denuncia ex-treinador por abusos sexuais

A campeã brasileira de jiu-jitsu, Brenda Alves, de 27 anos, trouxe à tona sérias acusações de abusos sexuais cometidos por seu ex-treinador Melqui Galvão, que está preso desde 28 de abril em Manaus.

Relato de Abusos e Torturas

Brenda, ao compartilhar sua história nas redes sociais, revelou ter sido vítima de tortura física e psicológica ao longo de 14 anos. Ela começou a treinar com Melqui aos 12 anos, buscando uma carreira no esporte, mas acabou se tornando alvo de abusos.

"Ele usou meu momento de fraqueza para cometer os abusos", relata Brenda.

No seu relato, a atleta menciona que, ao atingir 16 anos, percebeu que o treinador também estava abusando de outras alunas. Para encobrir suas ações, Melqui forçou Brenda a entrar em um relacionamento com outro aluno, criando uma fachada para disfarçar seus abusos.

Controle e Manipulação

Apesar de Brenda se mudar para os Estados Unidos para participar de competições, Melqui não a abandonou. Ele continuou a controlá-la à distância, coercindo-a com mensagens e ameaças, mantendo um controle constante sobre sua vida.

Após um conflito entre Brenda, seu ex-namorado e Melqui, eles deixaram a academia, mas o treinador retaliou, fazendo com que os atletas perdessem contratos e patrocínios. Brenda também alegou que Melqui chegou a cometer abuso contra sua irmã.

Ação Judicial e Gatilhos para Denúncias

Brenda encoraja outras vítimas a se manifestarem. Ela formalizou sua denúncia, assim como sua irmã, e salientou a importância de levantar a voz contra abusos.

As investigações sobre Melqui começaram após uma atleta de 17 anos relatar abusos durante uma competição na Itália, levando a delegacia jundiaiense a averiguar mais casos, onde foram encontradas mais vítimas.

Contexto e Acompanhamento Legal

Melqui Galvão, além de ser treinador de jiu-jitsu, atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas, onde foi afastado após as denúncias. O caso está em segredo de justiça e a polícia aguarda laudos periciais dos dispositivos apreendidos.

A novela judicial em torno deste caso permanece, enquanto a Polícia Civil investiga possíveis irregularidades no exercício das funções de Melqui em outros estados.

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