Jovem teve morte cerebral após agressões em manifestação em Santos

A família do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira Rocha, de 28 anos, autorizou a doação de órgãos após a confirmação de sua morte cerebral, ocorrida após agressões durante uma manifestação em Santos, no dia 24 de setembro.
Marcelo foi agredido por um grupo de homens após se afastar dos amigos para ir ao banheiro durante um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seu pai contou que a decisão de doar os órgãos foi consensual entre os familiares, que acreditam ser a vontade de Marcelo ajudar o próximo.
✨ Os órgãos doados, incluindo rins, pâncreas, fígado e córneas, beneficiaram quatro pessoas que aguardavam transplantes.
Após o ocorrido, Marcelo foi socorrido e transferido para o Hospital São Paulo, onde teve a morte cerebral confirmada na última segunda-feira, dia 26. Ele era mestrando na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e formado em Engenharia Ambiental.
A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, tendo já apreendido dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões, com suspeitas de motivação política e homofóbica.
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Jornalista especializado em Justiça

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