Vorcaro afirmou que a crise do BRB foi causada pela liquidação do Banco Master e questionou a validade das investigações.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal no dia 15 de setembro, onde negou as acusações de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília). Ele atribuiu a crise enfrentada pelo banco público à liquidação do Master e às investigações que emergiram em torno do caso.
Durante a oitiva, Vorcaro insistiu que a situação do BRB, que resultou em uma retirada massiva de R$ 9 bilhões, não era responsabilidade dele. "O banco vive de credibilidade... a crise do BRB não foi causada por mim, foi causada pela liquidação do Master, que era parceiro", afirmou.
✨ Vorcaro defendeu sua versão afirmando que não houve comercialização de créditos não existências e que nem o BRB nem seus clientes tiveram prejuízos.
O ex-banqueiro também mencionou que as investigações foram baseadas em uma interpretação errada das informações do Banco Central, alegando que uma 'fantasia' de fraude de R$ 12 bilhões foi criada para justificar sua prisão. Ele enfatizou sua disposição para enfrentar uma perícia independente para confirmar sua inocência.
Vorcaro detalhou também sobre imóveis avaliados em R$ 146 milhões, que seriam oferecidos a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, como parte de um acordo relacionado à fusão entre os bancos. Ele reiterou que esses imóveis não se tratavam de um presente, mas sim de um comodato.
A Polícia Federal indiciou Vorcaro, Costa e outras 13 pessoas no inquérito que investiga fraudes envolvendo as operações entre o Banco Master e o BRB, sugerindo a existência de créditos fictícios utilizados para sustentar transações bilionárias.
A PF descreveu a atuação de Vorcaro como o principal 'centro de comando' da estrutura criminosa, enquanto Costa foi identificado como o principal articulador das operações no BRB.
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