Ministro do STF destaca irregularidades nos valores transferidos por emendas Pix à entidade ligada à Igreja Batista da Lagoinha.

Na última segunda-feira, dia 30, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, expressou preocupações sobre a falta de transparência e rastreabilidade nos repasses financeiros à Fundação Oásis, que é vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão.
Em uma determinação anterior, datada de 19 de março, Dino havia solicitado explicações ao presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e à Advocacia do Senado sobre as alegadas irregularidades relacionadas ao envio de 3,6 milhões de reais à fundação.
"A insuficiência de transparência e rastreabilidade das emendas sob exame demandam documentos das prefeituras e do Governo Federal
✨ Depósitos suspeitos totalizam 3,6 milhões de reais entre 2019 e 2025.
Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) foram responsáveis por levantar as suspeitas sobre a utilização das emendas.
Os repasses incluem: 1,5 milhão de reais em 2019 destinado à prefeitura de Belo Horizonte, 1,47 milhão em 2023 para a Fundação Oásis de Capim Branco, e 650,9 mil em 2025 para a mesma entidade.
As investigações em curso, tanto pela CPMI presidida por Viana quanto pela Operação Compliance Zero, indicam conexões entre a igreja e o escândalo do Banco Master, especialmente através de Fabiano Zettel, ex-pastor da Lagoinha, e seu cunhado, Daniel Vorcaro.
"A instrumentalização da presidência da comissão para obstruir apurações em entidades beneficiárias de emendas é uma preocupação legítima
Em resposta aos questionamentos de Dino, tanto Viana quanto a Advocacia do Senado afirmaram não haver irregularidades nas transações. Contudo, o ministro contestou essa afirmação, ressaltando a lacuna nas informações apresentadas.
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