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Justiça
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Homem é julgado por tortura e estupro de companheira na França

Caso inspira outros a expor abusos e violência doméstica

Ricardo Alves18 de maio de 2026 às 13:10
Homem é julgado por tortura e estupro de companheira na França

Um homem de 51 anos, identificado como Guillaume B., comparece a tribunal na França, acusado de estuprar e torturar sua parceira, prática que se prolongou por sete anos. Este caso gerou grande atenção após a mulher se inspirar na ativista feminista Gisèle Pelicot, decidindo contar sua história publicamente.

As acusações contra Guillaume B. incluem o uso de jogos sexuais sadomasoquistas como pretexto para agredir a mulher, que agora tem 42 anos. De acordo com a denúncia, os abusos ocorreram de 2015 a 2022 e envolveram não apenas o réu, mas também homens desconhecidos que ele contatava online.

Se condenado, Guillaume B. pode enfrentar uma pena de prisão perpétua.

Às vésperas do julgamento em Dignes les Bains, a vítima revelou à imprensa que sua coragem foi estimulada pelo exemplo de Gisèle Pelicot, afirmando que não quer mais viver em silêncio. "O medo e a vergonha devem mudar de lado," disse a mulher, conforme relatado por seu advogado, Philippe Henry Honegger.

Laëtitia R. descreveu à rádio pública o terror vivido enquanto esteve com o réu, mencionando que sofreu agressões físicas severas, incluindo socos, cortes e queimaduras. Além disso, ela revelou que era forçada a manter relações sexuais com outros homens, dos quais Guillaume B. se aproveitava financeiramente.

Contexto do caso

O caso de Laëtitia R. ocorre em um ambiente de crescente conscientização sobre violência doméstica na França, especialmente após o julgamento de Gisèle Pelicot, que gerou um importante debate público sobre consentimento e abusos.

A denúncia formal contra Guillaume B. foi feita em 2022 após a mulher compartilhar sua história com uma amiga, que imediatamente contatou as autoridades. Segundo a acusação, os abusos infligiram sérias sequelas físicas e psicológicas, tornando a vítima incapaz de levar uma vida normal.

O julgamento de Guillaume B., que deve durar uma semana, é um marco em uma luta contínua contra a violência de gênero e o abuso dentro de relacionamentos.

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