Após falhas em injeções letais, estado passa a priorizar o 'paredão' para penas de morte.

O estado de Idaho elegeu o pelotão de fuzilamento como seu método principal de aplicação da pena de morte, superando a injeção letal, até então o mais utilizado nos Estados Unidos. Esta mudança foi implementada após um incidente em que a execução de Thomas Creech falhou devido à dificuldade de acesso intravenoso.
Atualmente, Idaho mantém no corredor da morte, segundo o Death Penalty Information Center, sete homens e uma mulher. O pelotão de fuzilamento é um dos métodos de execução admissíveis em outros seis estados do país, um número recorde em sua história.
✨ O pelotão de fuzilamento é uma escolha controversa, com casos recentes levantando dúvidas sobre a efetividade do método.
Em Idaho, o procedimento consiste em amarrar o condenado a uma cadeira, cobrindo sua cabeça com um capuz escuro. Três atiradores selecionados, que permanecem anônimos, dispararão contra um alvo posicionado sobre o ventrículo esquerdo do coração do prisioneiro. O objetivo é garantir que a morte ocorra rapidamente.
Apesar da intenção de rápida eficiência, a execução nem sempre é bem-sucedida. Em 2010, uma controversa execução em Utah resultou em Ronnie Lee Gardner permanecendo consciente por vários minutos após os disparos, o que gerou questionamentos sobre a competência dos atiradores. Em 2025, outro caso na Carolina do Sul fez o mesmo, levando a Suprema Corte a avaliar o processo após alegações de erro intencional dos atiradores, embora a corte tenha decidido que a execução foi bem-sucedida.
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Jornalista especializado em Justiça

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