Ministra Isabel Gallotti determina remessa do caso após suspeição de Benedito Gonçalves.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu enviar ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) a investigação que apura a possível participação do ex-governador Cláudio Castro em desvios de recursos durante seu mandato como vice-governador de Wilson Witzel, em 2020.
A definição do envio foi realizada na quarta-feira passada, dia 16, sob a iniciativa da ministra Isabel Gallotti, que assumiu a responsabilidade pela apuração no lugar do ministro Benedito Gonçalves, que se declarou suspeito. As irregularidades investigadas já levaram à saída, denúncia e impeachment de Witzel, que foi eleito em 2018.
A investigação centra-se na suspeita de superfaturamento na aquisição de respiradores e outros equipamentos médicos destinados ao combate da pandemia de covid-19. Inicialmente, o ministro Benedito Gonçalves planejava remeter o caso à primeira instância. Entretanto, em maio de 2023, o tribunal optou por manter a investigação no STJ, considerando que Castro havia se tornado governador.
Com a saída de Castro do cargo de governador em 23 de março, quando enfrentava o risco de perder o mandato, o cenário se alterou. A ministra Gallotti destacou que, na época da decisão de manter o processo no STJ, não havia uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a continuidade do foro privilegiado após o término do mandato para infrações cometidas no exercício do cargo.
✨ A ministra argumentou que os eventos sob investigação ocorreram enquanto Cláudio Castro era vice-governador, e que esse contexto não muda pela sua entrada no governo.
A relatora reforçou que a definição de qual tribunal deve analisar o caso depende da função exercida no momento das ocorrências, e assim, cabe ao TJ-RJ seguir com a apuração relacionada a Castro, conforme as normas do estado.
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Jornalista especializado em Justiça

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