Júri de policiais por assassinato de empresário é anulado
Novo julgamento será necessário após desentendimento no tribunal

O julgamento de três policiais militares acusados de estarem envolvidos na morte do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado em 22 de novembro de 2026. Essa decisão foi tomada após a defesa dos acusados abandonar o plenário devido a um desentendimento com o promotor, resultando na dissolução do conselho de sentença.
Com a anulação, será necessário um novo julgamento, que ainda não possui data marcada. Vinícius Gritzbach, que era réu por homicídio e enfrentava acusações relacionadas a lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado em 8 de novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Antes de ser morto, Gritzbach havia colaborado com a Justiça, assinando um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Nesse acordo, ele revelou nomes envolvidos com o PCC e fez acusações de corrupção contra policiais.
Impacto do Desentendimento
Durante a audiência deste dia, sete testemunhas da acusação já haviam sido ouvidas. Contudo, devido ao pedido de invalidação da defesa, esses depoimentos precisarão ser repetidos. O julgamento original estava programado para durar cinco dias, e contaria com 21 testemunhas, sendo nove delas da acusação.
Os policiais em questão são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, que encontram-se detidos. Além do assassinato de Gritzbach, eles também são responsabilizados pela morte do motorista de aplicativo Celso Novais, atingido durante o tiroteio, e por ferimentos em outras duas pessoas atingidas por estilhaços.
✨ Novo julgamento deve ser agendado após anulação do anterior, gerando incertezas quanto ao desfecho do caso.
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