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Polícia Civil de SP enfrenta acusações de corrupção e ligação com PCC

Sete policiais, incluindo um delegado, são alvos da operação Tacitus

Gabriel Azevedo02 de junho de 2026 às 21:45
Polícia Civil de SP enfrenta acusações de corrupção e ligação com PCC

A Operação 'Tacitus', deflagrada em dezembro de 2024, busca responsabilizar sete policiais civis de São Paulo, entre eles um delegado, por sua suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro e proteção à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

As acusações surgiram a partir de delações feitas por Vinícius Gritzbach, um empresário assassinado em novembro de 2024, cujas informações levaram o Ministério Público a investigar os agentes suspeitos de se envolverem em práticas ilícitas.

A operação contou com a colaboração da Polícia Federal e da Corregedoria da Polícia Civil, incluindo a prisão de Fábio Baena, um delegado mencionado nas delações de Gritzbach.

Detalhes da Investigação

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) foi responsável por investigar uma série de crimes, abrangendo manipulação de investigações policiais, venda de proteção a criminosos e corrupção de agentes, ligados a um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro da facção.

Em fevereiro de 2025, as investigações resultaram na denúncia de 12 indivíduos, destacando Gritzbach como uma figura central no funcionamento desse esquema financeiro ilegal.

Reações e Defesa

Após a prisão, a defesa de Fábio Baena manifestou indignação, alegando que a detenção foi desnecessária e configurava uma arbitrariedade. A nota destacava que Baena e outro investigador, Eduardo Monteiro, estavam colaborando com as investigações e jamais tentaram obstruí-las.

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"Essa prisão midiática e sem fundamento jurídico frontalmente afronta os direitos constiucionais de nossos constituídos", disse a defesa, que protestou contra a falta de comunicação prévia sobre a prisão e mandados de busca.

Contexto

A Operação Tacitus é uma extensão das investigações sobre o PCC, uma das facções criminosas mais poderosas do Brasil, e destaca a complexidade das relações entre policiais e grupos organizados.

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