Policiais civis são acusados de colaboração com o PCC em São Paulo
Gaeco investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a facção criminosa

O Ministério Público de São Paulo revelou que agentes do DHPP estariam vazando informações sigilosas e estabelecendo contatos diretos com a liderança do PCC, conforme apontam as alegações finais em um processo que investiga corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo 11 réus.
Esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
Segundo o Gaeco, responsável pela investigação, entre os acusados estão policiais civis que, desde 2018, teriam colaborado ativamente com o Primeiro Comando da Capital. A apuração se baseou em relatórios de inteligência e declarações de delatores, incluindo Vinícius Gritzbach, que foi assassinado em novembro de 2024.
✨ Os crimes incluem corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com um total de 440 milhões em reparações solicitadas.
Contexto
O PCC é uma das mais poderosas facções criminosas do Brasil, atuando em diversas atividades ilícitas que demandam a colaboração de agentes públicos para se perpetuar no crime.
Natureza dos crimes
O MP elencou diversos tipos de crimes cometidos pelos policiais, como a solicitação de presentes em troca de favores, o desvio de bens confiscados em investigações e a manipulação de depoimentos favoráveis aos membros do PCC.
- 1Corrupção passiva entre janeiro de 2015 e novembro de 2023
- 2Dissimulacão de ativos provenientes de crimes capitais
- 3Apropriação de itens de valor, como relógios de luxo
Além disso, quatro dos réus terão suas acusações revistas, com o Gaeco solicitando a absolvição de dois policiais com base na falta de evidências.
Andamento da ação penal
A fase de instrução do processo foi concluída após 13 audiências, onde 61 testemunhas foram ouvidas. O prazo agora se destina à apresentação dos pedidos de condenação e absolvição. A decisão final está sob a jurisdição da 1ª Vara de Crimes Tributários de São Paulo.
"A Secretaria da Segurança Pública reitera a importância da legalidade e da responsabilização ao lidar com casos de desvio de conduta na corporação.
Seis dos policiais permanecem detidos enquanto aguardam a resolução do caso. A Secretaria informou que as investigações administrativas também continuam em curso, mostrando seu comprometimento em manter a integridade das forças policiais.
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